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quinta-feira, 28 de março de 2013

Hora da Terra - Um deasfio para todos os dias

No último sábado, dia 23 de Março de 2013, às 20h30 locais, apagaram-se as luzes em várias cidades portuguesas, numa iniciativa conhecida por Hora da Terra (Earth Hour). Este fenómeno foi repetido em todo o mundo, ficando monumentos como o Big Ben, a Torre Eiffel, a ópera de Sydney, a praça Vermelha, o Coliseu de Roma e muitos outros milhares de locais, completamente às escuras durante uma hora.

A iniciativa pretende alertar para as alterações climaticas e promover um futuro mais sustentável.
Apesar de ser apenas uma hora por ano, todos os dias podemos tomar atitudes que contribuem para a redução dos gastos energéticos e que, se todos contribuirem, podem fazer a diferença.

 - Em casa, escolham uma noite por semana em que não ligam a televisão nem o computador: leiam um livro, façam jogos em família, deitem-se mais cedo para por o sono em dia.

 - Um jantar romântico, com a luz apagada, apenas à luz das velas.

- Aproveitar o Verão e fazer refeições frias, sem usar forno, gás ou qualquer fonte de aquecimento : uma salada, sandes, canapés

Para poupar energia com os eléctrodomésticos é só consultar o artigo anterior sobre este tema:
http://4ambiente.blogspot.pt/2012/02/dicas-para-poupar-energia-com-os.html


 
Porque precisamos da Terra todos os dias!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Máquinas de café, copos de plástico...

As máquinas de café de escritório (aquelas que existem nas empresas, faculdades, estações de metro...) são inimigas do ambiente devido ao uso desnecessário de copos e colheres de plástico.

No meu local de trabalho vejo as mesmas pessoas a beber pelo menos um café por dia, o que resulta em cerca de 230 copos por ano e igual número de colheres de plástico, considerando o número apróximado de dias de trabalho. Se beberem um café de manhã e outro após o almoço, este número passa para o dobro! E todos este resíduos são produzidos apenas por uma pessoa!

A maior parte das máquinas tem a opção de pedir a bebida sem copo. É possível usarmos uma caneca, chávena ou um copo reutilizável para recolher a bebida desejada, evitando assim deitar ao lixo um copo de plástico todos os dias. Porque é que não passar a explorar essa opção?

É tão fácil mudar...Pensem verde!


quinta-feira, 3 de maio de 2012

A evolução(?) do Homem


Esta imagem mostra, de forma figurada, como estamos a poluir a nossa casa, as nossas origens. Penso que chegamos a um ponto em que, mais que a evolução tecnológica a que assistimos diariamente, precisamos de evoluir mentalmente, pois as nossas atitudes não são mais inteligentes que as de qualquer espécie animal que deixa os seus resíduos e dejectos espalhados por aí.

Tantos aparelhos, electrodomésticos, smartphones com milhares de aplicações que nos permitem fazer praticamente qualquer coisa sem sair de casa...e não somos capazes de tomar um atitude pelo planeta? Não tem lógica. Nós somos capazes. Basta querer.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Água da torneira vs Água engarrafada

Nos países desenvolvidos há um elevado consumo de água engarrafada, apesar de a água da rede ser própria para consumo.

Em termos ambientais, o consumo de água da torneira tem vantagens, pois não são necessárias milhares de toneladas de plástico para produzir as embalagens, além de as emissões de dióxido de carbono relativas ao transporte entre os pontos de produção e as superfícies comerciais não existirem.

O consumo da água canalizada permite também a poupança de dinheiro pois o preço por litro é mais baixo.

A qualidade da água da torneira aumenta com a utilização de filtros, que podem ser adaptados às canalizações da casa ou em garrafas próprias.



Para quem não gosta do sabor da água canalizada, até porque este varia conforme as regiões do país ou mesmo do sistema de armazenamento e bombagem de água da própria habitação, deve optar por comprar garrafões com o máximo volume possível e usar garrafas de vidro ou embalagens reutilizáveis (http://4ambiente.blogspot.com/2012/02/as-garrafas-reutilizaveis-uma-moda.html) para a utilização diária.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

As garrafas reutilizáveis - uma moda a seguir

É já do conhecimento geral que se deve beber cerca de 2 litros de água por dia.
Mas estar sempre a comprar garrafas de água nos cafés ou nas máquinas self-service traduz-se em gasto de dinheiro e de garrafas de plástico desnecessário.

A melhor forma de nos mantermos hidratados durante o dia é utilizando recipientes de água reutilizáveis. Se tens um local de trabalho fixo, sentados a uma secretária, numa empresa que tenha dispensadores de água, uma simples caneca ou copo serve para satisfazer as tuas necessidades.

 Se por outro lado a escola ou o trabalho obrigam a uma constante deslocação então as garrafas reutilizáveis são o ideal. Podes enchê-las antes de sair de casa, com água do garrafão ou da torneira, conforme gostos pessoais e beber durante o dia. Se tiveres oportunidade de reabastecer, ainda melhor.

Existem de vários tamanhos, logo a desculpa de que não cabe na carteira não serve.

São também úteis para quem almoça em centros comerciais várias vezes por semana porque o facto de não se pedir bebida pode levar a poupar em média 1 € por refeição (escrevo por experiência própria).

A marca mais conhecida é a Sigg (http://www.sigg.com/), com tanta variedade de designs que o difícil é escolher. O revestimento interior foi desenvolvido para evitar o crescimento bacteriano e a existência de odores na água. Em Portugal pode-se encontrar os seus produtos em centros comerciais e lojas de desporto.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Dicas para uma alimentação sustentável

A crescente população mundial tornou actividades como a agricultura e a pesca em actividades intensivas que sobrexploram os recursos naturais. Mais uma vez a diferença de consumos entre as diversas zonas do planeta é alarmante: enquanto em países desenvolvidos como os Estados Unidos, Inglaterra e França a obesidade é vista como a doença do século XXI, em África milhões de pessoas morrem devido à subnutrição. A necessidade de uma produtividade superior leva ao uso de químicos, pesticidas e modificações genéticas que provocam a alteração dos ecossistemas naturais, poluição dos solos, cursos de água e ar.
Face à situação actual excessiva, iniciativas visando a produção sustentável e biológica têm sido promovidas nos últimos anos.
Nos supermercados e superfícies comerciais, grande parte dos alimentos são processados, embalados e importados, o que envolve gastos energéticos, emissões gasosas e utilização de embalagens, que irão criar mais resíduos, desnecessário.

Antes de comprar deve-se ter em atenção algumas sugestões para tornar o consumo mais sustentável:

·          Consultar a origem do produto e preferir a produção local ou nacional, o que evita o transporte, garantindo menos poluição, as embalagens e promove a economia da região;

·          Evitar alimentos com aditivos, corantes e conservantes desnecessários;

·          Comprar apenas o necessário. Antes de sair de casa verificar o que existe no frigorífico e na dispensa e fazer uma lista de compras.

·          Escolher produtos da estação;

·          Optar por produtos com menos embalagens, nomeadamente embalagens familiares, ou comprados a granel, evitando aqueles que têm várias embalagens, por exemplo bolachas divididas em pequenos pacotes. Neste caso, comprar pacotes de bolachas grandes e optar por levá-las para o trabalho ou escola numa caixa pequena que se pode lavar e reutilizar;

·          Preferir alimentos em embalagens recicladas, recicláveis ou reutilizáveis.

·          Comprar ovos em caixas de cartão;

·          Não ir às compras de estômago vazio, estudos comprovam que se compra mais que o necessário neste caso;

·          Verificar os prazos de validade;

·          Guardar os restos de uma refeição no frigorífico e aproveitar para uma nova refeição.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Azeite amigo do ambiente

Vamos também poder ficar a saber qual o azeite mais amigo do ambiente!

http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=40250

Trata-se de uma ecoetiqueta, a figurar no azeite produzido no sudoeste europeu a partir de 2013, que promove a redução da pegada ecológica de todos os processos envolvidos na produção.


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os toalhetes de papel nas cantinas


Frequento diariamente uma unidade alimentar universitária e venho por este meio salientar uma situação que provoca algum desconforto na minha consciência ambiental.

Refiro-me ao facto de serem utilizados toalhetes de papel nos tabuleiros existentes nas cantinas. Suponho que os tabuleiros são obrigatoriamente lavados, como toda a restante louça, pelo que questiono a necessidade de os colocar.

Compreendo que não seja possível retirá-los e impedir a sua utilização até porque por vezes os tabuleiros se encontram molhados ou húmidos e nesse caso o toalhete é útil. Mas não seria possível esclarecer a comunidade académica acerca da limpeza e desinfeção dos tabuleiros, despromovendo o uso desnecessário de papel?

Apelo, portanto, a todos os utilizadores de cantinas: Pensem diferente! Deixem de colocar o toalhete de papel no vosso tabuleiro.!

Assim diminuem o consumo de papel (e consequentemente de água, energia e outras utilidades usada na sua produção) assim como a geração de resíduos. Pode não parecer muito, mas se pensarmos que são milhares de pessoas a usá-los cinco dias por semana, aposto que no final de um ano ia fazer diferença.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Consumo sustentável de água - factos e dicas

Na década de 50 a disponibilidade de água era de 16800 metros cúbicos por ano e por habitante, sendo actualmente de 7300 metros cúbicos por ano e por habitante, de acordo com o Secretariado Internacional da Água. A continuar a este ritmo, estima-se que em 2025 o consumo de água igualará as reservas disponíveis. A partir daí, a população mundial consumirá mais água do que aquela que a natureza conseguirá fornecer.

Em 2010 um relatório do WWF (Worl Wide Fund for Nature) colocou Portugal no sexto país mundial que mais água consome por habitante, sendo apenas ultrapassado pelos Estados Unidos, Grécia, Malásia, Itália e Espanha. De facto, 4 dos 6 primeiros países são do Sul da Europa e a razão do consumo elevado está relacionada com a água usada na agricultura, uma vez que se tratam de países desenvolvidos mas com climas bastante mais quentes que os restantes.
A preservação das reservas de água pode ser efectuada em duas vertentes: por um lado tomando medidas para poupar água e por outro evitar a poluição e contaminação dos recursos
No quarto-de-banho
  • Fechar a água do chuveiro durante o ensaboamento e fechar a torneira enquanto esfregar os dentes, lavar as mãos e fazer a barba;
  • Arranjar as fugas das torneiras. Uma torneira a pingar pode representar um excesso de 1000 litros por mês; 
  • Utilizar um autoclismo económico (< 9 litros), autoclismo com botão de descarga controlada ou descarga dupla ou colocar uma garrafa no reservatório de modo a diminuir a sua capacidade;
  • Aplicar reguladores de caudal nas torneiras ou arejadores que misturam ar com a água e permitem caudais mais baixos;
  • Recolher a água do chuveiro, por exemplo enquanto ela não aquece, ou mesmo a água da chuva para outros fins como lavar o carro, regar as plantas, encher o reservatório da sanita, etc;
  • Tomar duche em vez de banho de imersão;
  • Em caso de entupimento de canos tentar primeiro um desentupidor e se não funcionar, então usar produtos químicos, evitando descargas de produtos desnecessárias;
  • Não utilizar papel higiénico colorido que contém substâncias nocivas que passam para a água.
Na cozinha
  • Usar as máquinas de roupa e louça na sua capacidade máxima
  • Não usar a mangueira para lavar espaços exteriores ou carros, preferir um balde com água e esfregonas, panos ou esponjas;
  • Para lavar a louça encher o lava-loiça ou um recipiente com água e colocar a louça toda lá dentro antes de esfregar, em vez de passar as peças por água uma a uma;
  • Se possível, utilizar água fria, tanto para a lavagem de roupa como para a louça, isto permite a poupança de energia correspondente ao aquecimento de água;
  • Lavar os legumes num recipiente com água em vez de os lavar um a um. Pode-se adicionar umas gotas de vinagre para desinfetar e no final passar rapidamente por água;
  • Evitar principalmente descargas para o lavatório de óleos alimentares, azeite, tintas e vernizes, uma vez que 1 litro de óleo pode tornar impróprio para consumo uma área de água correspondente a 1000 metros quadrados.;
  • A utilização de produtos de limpeza livres de fosfatos e outros produtos químicos nocivos é aconselhável, e existem produtos de limpeza já identificados como amigos do ambiente que devem ser preferidos.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Conceito de Sustentabilidade


1987 -  Relatório “Our Common Future” (conhecido como relatório de Brundtland) pela Comissão Mundial sobre Ambiente e Desenvolvimento.
O desenvolvimento sustentável foi definido como "o desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades".
1992 -  Cimeira da Terra no Rio de Janeiro – resultaram convenções sobre Alterações Climáticas e Biodiversidade, uma Declaração sobre os princípios da Floresta, a Declaração do Rio sobre Ambiente e Desenvolvimento e a Agenda 21.

A Agenda 21 É constituída por cerca de 40 capítulos que se encontram distribuídos por 4 secções referentes aos seguintes temas:

·          Dimensões económica e social, onde são discutidos assuntos como as estratégias de combate à pobreza;

·          uso e conservação dos recursos;

·          protecção e promoção de alguns segmentos sociais, propondo acções para a melhoria dos níveis de educação da mulher;

·          revisão dos instrumentos necessários para a execução das acções propostas.

1997 -  Avaliação dos esforços para o cumprimento dos compromissos assumidos na Cimeira da Terra, verificando-se que pouco tinha sido feito relativamente à implementação dos elementos chave da Agenda 21. Em 2000 foi publicada a Carta da Terra, a qual apresentava quatro princípios gerais:

i) respeitar e cuidar a comunidade da vida;

ii) integridade ecológica;

iii) justiça social e económica;

iv) democracia, não-violência e paz.

 2002 - Reafirmado o compromisso dos países relativamente à Declaração do Rio e à Agenda 21 e os estados participantes na Cimeira assinaram a Declaração de Joanesburgo em Desenvolvimento Sustentável e o Plano de Implementação de Joanesburgo cujos pontos mais importantes são erradicar a pobreza; minimizar os efeitos nocivos para a saúde e ambiente provenientes da produção e uso de químicos no ano 2020; reduzir a perda de biodiversidade em 2010;

Afinal o que é a sustentabilidade?

No fundo, o conceito de sustentabilidade pode ser aplicado a uma habitação, empresa, país, região ou ao planeta inteiro e prende-se com três dimensões básicas: ambiente, economia e sociedade, pelo que têm que se encontrar práticas ambientalmente corretas, economicamente viáveis e socialmente aceitáveis e justas.
No último século deu-se mais importância aos aspetos económicos que aos sociais e ambientais, sendo agora necessário trabalhar para equilibrar os três interligá-los.