Hoje, dia 21 de Março é dia Mundial da Floresta.
Aproveito o dia para relembrar a importância da preservação das nossas florestas e da plantação de árvores. Mas não esquecer: deve-se fazer uma escolha cuidadosa das árvores a plantar e optar por espécies autóctones. A importância das florestas autóctones foi um tema já abordado neste blog.
As espécies não nativas de uma região podem competir com as espécies autóctones, facilitar a transmissão de pragas e doenças e afectar a diversidade biológica. Após introdução da espécie invasora, o seu controlo e erradicação podem-se tornar muito demorados e dispendiosos pelo que antes se de plantar alguma espécie não indígena devem-se sempre realizar estudos de impacto ambiental e consultar a Direcção Geral dos Recursos Florestais (DGRF) ou o Serviço Municipal de Protecção Civil (SMPC). As mimosas e as acácias são plantas invasoras muito comuns em Portugal.
Comemora o dia, planta uma árvore!
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quarta-feira, 21 de março de 2012
Dia Mundial da Floresta
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A importância das florestas autóctones
No geral as florestas são importantes devido:
- à elevada produção de oxigénio e consumo de dióxido de carbono resultante do processo de fotossíntese das plantas;
- à moderação da temperatura da Terra;
- facilitam a entrada de água no solo e formação/manutenção dos lençóis subterrâneos;
- fixam o solo impedindo a erosão e desertificação;
- servem de abrigo a milhares de outras espécies;
- tornam a paisagem mais atractiva.
As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições do solo e do clima uma vez que são originárias desse local, portanto são mais resistentes face a situações adversas como pragas e doenças, chuva intensa, seca, etc. A maior parte das árvores autóctones de Portugal dão frutos como a bolota, o medronho ou a azeitona que são alimentos para animais selvagens assim como para o gado, e as flores e folhas de algumas plantas autóctones são usadas para chás e infusões com reconhecidas propriedades medicinais. Além disso contribuem para manter a fertilidade dos solos nos espaços rurais assim como o equilíbrio biológico da paisagem e a diversidade de recursos genéticos. Às florestas autóctones estão associdas aves de rapina, mamíferos, inúmeras plantas assim como várias espécies de cogumelos e outros fungos promovendo assim uma grande biodiversidade. Servem também de abrigo a muitas espécies em vias de extinção como a águia-real, a águia de bonelli, a cegonha negra, o lobo Ibérico e o lince Ibérico.
As florestas ripícolas, situada nas margens dos rios têm também a vantagem de serem uma defesa natural contra as cheias e uma zona de alimento e abrigo para peixes e outras espécies aquáticas, manterem os caudais dos rios durante o verão, efectuarem uma filtragem e retenção de sedimentos e servirem de barreira a pesticidas provenientes dos terrenos agrícolas, impedindo-os de atingirem o curso de água.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
A floresta em Portugal
Floresta autóctone - Definição
A floresta autóctone é constituída por árvores originárias do próprio território, ao contrário de espécies de árvores que tenham sido trazidas de outros países e introduzidas pelo Homem em Portugal.
Espécies autóctones
As espécies de árvores típicas de Portugal são a Azinheira, Carvalho, Castanheiro, Cerejeira, Medronheiro, Pinheiro-bravo, Pinheiro-manso, Sobreiro e Zambujeiro (variedade silvestre da oliveira) pertencentes à floresta atlântica e mediterrânica.
Existem também espécies rípicolas, que são aquelas associadas aos cursos de água e que podem ser observadas nas margens de rios e ribeiras, como o Amieiro, Borrazeira-preta, Choupo-negro, Freixo, Salgueiro-branco e Ulmeiro.
Dependendo da zona geográfica do país podemos encontrar diferentes espécies autóctones entre os nomes acima mencionados.
Os bosques de árvores de folha caduca ocorrem no norte do país. Douro, Minho e Beira Litoral, são o habitat do carvalho-alvarinho (Quercus robur) devido ao clima de temperaturas moderadas com humidade relativa elevada todo o ano. No Alto Minho, o pinheiro bravo representa 50% da floresta. O carvalho negral (Quercus pyrenaica) e o castanheiro são comuns em Trás-os-Montes e na Beira Interior. No centro aparecem o carvalho-português (Quercus faginea) e a azinheira (Quercus ilex). As conhecidas paisagens alentejanas são dominadas pelo sobreiro (Quercus suber) enquanto no Algarve existem as alfarrobeiras.
Dependendo da zona geográfica do país podemos encontrar diferentes espécies autóctones entre os nomes acima mencionados.
Os bosques de árvores de folha caduca ocorrem no norte do país. Douro, Minho e Beira Litoral, são o habitat do carvalho-alvarinho (Quercus robur) devido ao clima de temperaturas moderadas com humidade relativa elevada todo o ano. No Alto Minho, o pinheiro bravo representa 50% da floresta. O carvalho negral (Quercus pyrenaica) e o castanheiro são comuns em Trás-os-Montes e na Beira Interior. No centro aparecem o carvalho-português (Quercus faginea) e a azinheira (Quercus ilex). As conhecidas paisagens alentejanas são dominadas pelo sobreiro (Quercus suber) enquanto no Algarve existem as alfarrobeiras.
Distribuição das principais espécies de árvores em Portugal Continental (adaptado de CELPA - http://www.celpa.pt/images/articles/199/ciclo_floresta.pdf)
Conforme se pode observar na figura, uma das espécies predominantes em Portugal, o eucalipto, não é uma espécie autóctone e foi propagada em grande escala no início do século XX. Os eucaliptos são originários da Austrália e começaram a ser plantados por apresentarem algumas vantagens relativamente às espécies autóctones. Inicialmente eram usados em terrenos pantanosos para drenar a água, mas com o crescimento da indústria do papel a sua plantação aumentou por serem uma espécie que se desenvolve rapidamente, o que permite uma maior produção de papel. Porém, o eucalipto é, na verdade, uma espécie invasora que impede o crescimento das espécies nativas no mesmo terreno uma vez que este fica muito degradado. Além disso as florestas de eucalipto têm uma reduzida biodiversidade pois são abatidas para a produção de papel e não permitem a instalação de comunidades animais.
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